Histórico
Em 1999, um grupo de mulheres capoeiristas do Rio de Janeiro, oriundas de diversos grupos de capoeira angola, se reuniu no intuito de organizar uma roda por ocasião do Dia Internacional das Mulheres. Durante os três meses que antecederam a roda, nos encontrávamos regularmente para discutir questões nossas, tocar juntas, cantar, jogar... Este primeiro momento foi o embrião deste movimento, que mais tarde viemos a chamar de Angoleiras do Rio.
O coletivo, hoje
Além do espaço virtual de nossa lista de discussão, o coletivo organiza encontros mensais onde vivenciamos a capoeira angola em um contexto que nos deixa à vontade para falar de nossas dificuldades, sejam elas tocar, cantar ou conciliar a tríade vida pessoal-profissional-capoeira... Além disso, realizamos discussões voltadas para questões de gênero, com o propósito de promover no grupo uma formação política. A autonomia na formulação e condução das nossas propostas foi imprimindo neste grupo um formato diferenciado, que nos permite protagonizar diversas ações, com o objetivo prioritário de possibilitar a continuidade e o fortalecimento da mulher no universo da capoeira. É um espaço que pretende garantir o acolhimento das capoeiristas e suas questões em um ambiente de troca e solidariedade.

folder distribuído na caminhada
No dia 21 de junho, num lindo domingo de sol do inverno carioca, cerca de 500 pessoas realizaram uma "marcha" apoiando a reabertura da

Casa de Parto David Capistrano Filho, em Realengo - que é uma unidade da prefeitura e atende gestantes do bairro e redondezas.
A Casa de Parto é um modelo de sucesso no atendimento de partos humanizados, onde as mulheres são protagonistas de seus partos e tem excelente atendimento.
Há algumas semanas, a CP foi fechada pela Vigilância Sanitária sem argumentos relevantes, já que a unidade encontrava-se atendendo as normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde.
Dois dias após a "marcha", a Casa foi definitivamente reaberta e já encontra-se atendendo gestantes e bebês da comunidade.
As Angoleiras do Rio participaram do evento com uma linda "orquestra" e finalizaram com uma roda, onde duas gestantes do coletivo (Kate e Lilie) fizeram um jogo emocionante, ao som de corridos e ladainhas que falavam de mãe, mulher, crianças. Tocamos também para uma gestante dançarina do ventre.
Apoiamos o evento principalmente porque conhecemos o sério trabalho desenvolvido na casa. Uma das integrantes do coletivo teve sua filha no local em 2006 e outras duas integrantes participaram desse parto. Este ano a angoleira Kate também inciou seu pré-natal na casa.
Para saber mais sobre o assunto, visite: http://www.partodoprincipio.com.br/

As Angoleiras do Rio realizaram uma roda no Espaço Cultural Cedim, no dia 18 de março, às 18h30.
A roda fez parte da programação de celebração à luta homenageada no dia 08 de março, o Dia Internacional da Mulher.
O Conselho Estadual dos Direitos da Mulher – CEDIM/RJ é um órgão de assessoramento na implementação de políticas públicas, vinculado à Subsecretaria de Defesa e Promoção de Direitos Humanos, da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos.
Para chegar: Rua Camerino, 51Centro - RJ Telefone: 2299-2004
Abertura da exposição Refluxo da Diáspora
No dia 09 de agosto de 2008, realizamos uma roda, a convite do fotógrafo Milton Guran, na abertura de sua exposição - "Refluxo da Diáspora" - no Centro Cultural José Bonifácio.
A mostra, que retrata as comunidades Agudá e Tabom, da África Ocidental, é resultado de um trabalho de pesquisa e de documentação feito a partir de 1994 na República do Benim e em Gana que trata da saga dos libertos no Brasil que voltaram para a África no século XIX (antes da abolição da escravatura) e lá construíram uma nova identidade social baseada na cultura adquirida no Brasil.
A roda foi teve um axé muito especial e contou com a presença de amigos e convidados de diversos grupos.